A Turista Boêmia

O bom de turistar no carnaval em uma cidade capital, é que ninguém te conhece.

Uma data que te permite se aglomerar e misturar na multidão e se misturar nos anônimos.

Eu, já descansada, já com o corpo doendo de tanto ficar de bruços na cama, vejo pela janela  o tempo, que já estava anoitecendo.

Nua, abri um pouco mais a cortina, apareci para as vistas das janelas do prédio comercial logo em frente, senti a cidade me abraçando, me chamando para conhece-la, me engolindo.

Liguei o som do meu celular mais alto que pude ouvir, tomei um belo de um banho e me troquei, pois hoje queria caçar algo diferente.

Voltando pra  rua, agora com um vestido preto curto sem vergonha na altura acima dos joelhos, mais que estou acostumada, com as coxas grossas a mostra e o decote quase todo desnudo, me misturo no meio de fantasias, glitter, máscaras.

No meio das andanças, sinto um tapão na bunda, olho para trás, e nada. Continuo andando, indo atrás de cerveja,compro e continuo indo na direção do bloco. Sinto duas mãos no meu quadril, vejo duas mãos negras me agarrando e me levando em direção ao quadril dele.

Além do cheiro do perfume amadeirado gostoso, a barba rala que roça o meu rosto, ouço uma voz grossa me falando no ouvido:  gostou do tapa, né safada?  Respondo com sim, com a cabeça, e sinto o embalo.

Com ele grudado no meu corpo, vou em direção ao hotel, não estava longe, algumas quadras, saindo do meio da multidão.

No meio da escuridão, alguns comércios fechados, ele me empurra contra uma parede, perto de uma mureta com quadro de luz, me beija, segurando as minhas coxas, ajoelhando no chão, colocando a boca entre minha calcinha preta de renda, afastando, e me engolindo bem forte. Apenas sentindo, ligando o foda-se, estou sendo chupada por um negão no meio de um calçadão do centro de uma cidade desconhecida. Não via ninguém, porém estava de olhos fechados, apenas sentindo a língua dele me fodendo.

Sentia que não conseguiria levar para o lugar do abate, mesmo tremendo, consigo tirar uma camisinha que estava no meu sutiã, e entrego a ele, que me coloca no chão de novo.

Neste momento, pernas tremendo de tanto gozar, apenas sou maleada a ficar de costas, mesmo em pé,apenas ouvindo o barulho do colocar da camisinha.

Sussurrando bem malandro, que queria que eu ficasse de frente à rua, olhando para os blocos, e ele encostando na parede, concordei.

Fui indo para trás, sentindo o pau do negão duro, apenas senti ele entrando nela, gostoso, devagar, parecia que não tinha fim, as mãos dele, parecia um polvo, apertando meus seios por dentro do vestido.

Como dois gatos boêmios na noite, começamos a  gemer, ele me fodendo, colocando meus peitos para fora, deixando o pau dele todo lambuzado com o meu gozo, já não sentia mais minhas pernas, mas estava muito bom.

Não contei quantas vezes gozei, nem quantas bombadas ele deu, apenas foi o suficiente para não sentir  preocupação com nada, apenas o meu prazer que estava sendo alimentado no momento. Ele passando a mão nela, colocando o dedo na minha boca para sentir o meu gosto, eu sendo a fêmea do cara no meio da rua, numa cidade desconhecida.

Dando aquela parada, encosto na parede, ajoelho, e o vejo , tirando a camisinha, me dando para engolir a cabeça, me fodendo a garganta contra a parede, enfiando tudo até a goela.

Não demorando muito, quase já desmaiando, ele afrouxa um pouco e sinto o jato na língua, me dá tudo, me chamando de “cadela branquela”.

Como toda safada que se preze, abro a boca para mostrar a ele a quantidade de porra que ele jorrou dentro, e engulo, mostrando a satisfação.

Ele me dá um beijo, e some.

E volto a andar de bar em bar, até chegar no hotel, para descansar.

Cebolas

As vezes deixamos de lado o nosso jeito de louca e damos espaço ao nosso lado carente.

Sempre temos aquele amigo que cai como uma luva e nos supre de atenção e cuidado.

Hoje, na poltrona da minha psicanalista, lembrei dele com muita emoção.

Foi um dia agitado, estava o nervosismo a flor da pele, gerente cobrando metas impossíveis de serem atingidas num prazo curtíssimo, cabeça fritando.

Marcelo, sempre foi meu companheiro, meu ursão que recorro nos momentos de socorro.

Nesta noite apareço desconsolada, exausta, sem vontade de voltar para casa, apenas buscando refúgio.

Sento no banco alto no meio da ilha da cozinha e assisto ele separar os ingredientes para cortar e cozinhar.

Ele sempre pegava os alimentos com cuidado, não só com a comida, mas por mim.

Acompanhada com um copo de Martini, sua bebida favorita, ele ouvia os meus lamentos.

O cheiro estava bom, curiosa, fui mais para perto da bancada, e observei mais de perto como preparava e cozinhava com técnicas brutas.

Era lombo com legumes, mistura esquisita, mas o cheiro estava delicioso, que até me fez esquecer um pouco dos meus problemas. Sento na bancada de granito, só para ver mais de perto.

Eu já sem sapatos, saia longa, e blusa  agarrada ao meu corpo.

Cortando uma cebola ao meio, me impressiona a precisão e também a agilidade do corte, em rodelas, que passa numa mistura de ervas na frigideira, com manteiga, e volta para minha boca um pouco com o garfo, que lógico cai um pouco pra fora e com o jeito brusco acaba borrando mais o meu batom dos lábios.

Apagando o fogo da frigideira, o lombo no forno, ele volta o seu corpo grande na minha frente e tenta limpar o borrão vermelho.

Sim, alto, gordo, cabelo loiro, olhos sempre serenos que me acalmava. Um abraço era o meu refúgio, ele se encaixa perfeitamente entre minhas pernas e me beija, e nossas bocas se tornando uma faixa vermelha.

Meu corpo entra em ebulição, com agilidade ninja sua mão entra por baixo da saia e tira minha calcinha.

Temperando a minha carne interna, jogo meu corpo para trás, ignorando a cesta de frutas que havia derrubado.

Eu na bancada e a sua cabeça descendo para me chupar. Foi o gozo mais intenso que me lembro de ter dado.

Não se contendo também, volta e me olha com vontade, tirando o pau pra fora da bermuda, um pau médio, grosso do jeito que gosto, me puxando para perto, encaixando meu quadril no colo dele.

Me fodendo com paixão, coloca meus seios para fora, aquela cozinha estava pegando fogo de tão quente.

Enquanto ele me fodia, olhamos nos olhos, cada gemido dedicado a ele, estava eu sendo dele.

Foi intenso, o mundo parou, seu gozo foi o mais longo.

Nesta noite não fodi, fiz amor, e bem temperado.

A Fossa

Um dia iremos deparar com uma fossa. Seja ela pessoal ou amorosa.

Após um dia foda em uma das viagens a trabalho, ainda estava presa a uma bosta de cidade, pois estava vencida de exaustão para pegar estrada.Cidade pequena, interiorana, com uma igreja no meio e casas e bares em volta.

Escolhi um que não tinha aqueles ébrios cativos. Me permiti a beber antes de procurar uma pousada pois já estava me sentindo na pior. Entro com roupa social, blusa de ceda, alguns acessórios e ainda maquiada. Vejo que não há ninguém, apenas ouço um som de movimento atrás do balcão. Me aproximo, vejo um exemplar de um homem, com estatura alta, músculos de trabalhador, camisa de time suado, e antes de eu descreve-lo ele me atende, tirando o foco da minha viagem.

Me serve o copo, a cerveja, me deixando perdida entre meus pensamentos. Ele volta, começa a sondar de onde sou, o que faço, outra cerveja, começo a conhecer a história do bar e o motivo de ele estar lá.

A cidade começa a dormir, bares ao lado fechando, os ébrios partindo, os casais que se encontravam nos bancos da praça indo.

Até que no meio da quarta garrafa ele vai para a frente e desce umq das portas de correr:

  • Me desculpe são normas da cidade, não quero levar multas nem atrair bêbados.

Entendi com a cabeça, e ele continua a fechar a outra porta de correr, cortando a visão da rua para dentro do bar, aonde estava no balcão. Terminei a garrafa e ele vai para o outro lado do balcão e começa a guardar as outras cervejas num outro freezer.

Com aquele ar de impaciência, ele bufava enquanto ele guardava as garrafas, e eu não queria ir embora, pois apenas foram 4 garrafas, sendo que meu normal são 6.

Peço mais uma, ele nega e fala que não vai me dar. Peço de novo, ele nega novamente. Antes de pedir pela terceira vez, vejo as garrafas de cachaça e licores dispostas próximo a pia, no balcão de frente a mim. Eu derrubo uma, que cai do chão, um sorriso malévolo sai da minha boca, ele me olha puto já querendo me expulsar do bar.

Derrubo outra, ele para de fazer tudo o que está fazendo, pega outra garrafa, e eu derrubo a terceira.

Ele corre até a mim, agarra meu pulso para parar, não resisto e com a outra mão, derrubo mais uma, ele tenta salvar, mas os cacos atinge sua mão e corta o dedo.

  • Aqui sua piranha, você me fez cortar o dedo
  • Calma, não amputou sua mão!
  • Ah é? Tem outra coisa que quero amputar.

Com o dedo cortado, sangrando, ele passa em meus lábios. Eu ainda estava de batom vermelho com fixador bom, o sangue se misturou com a cor, até que ele coloca em minha boca. Cubro o dedo, envolvendo a língua, mostro o que sou capaz e que poderia fazer para o drama dele.

Ele me olha e eu fixo nos olhos dele, sinal de desafio, me puxando o para perto, arrancando meus lábios com os dentes.

Com uma certa maldade, ele me pega pelos pulsos, levando até o outro lado do balcão. Vejo as garrafas caídas no chão:

  • Dá vontade de fazer você limpar tudo isso com a língua, mas não vou fazer isso com ela

Longe dos cacos, ele abre o zíper da calça, sinto seu pau teso, já duro para mim. Não era grande, mas mediano, um tanto grosso. Com uma das minhas mãos o acaricio, com a outra apoio no balcão. Olho bem fixo para ele, que me coloca de novo o dedo dentro da minha boca.

  • Quero que você faça isso com o meu pau, sua cachorra

Me forçando para baixo, eu sem escolha, ele empurra o seu pau para dentro por inteiro. Eu sentindo o cheiro do mijo, os pêlos curtos pinicando, ele fazendo amor com a minha garganta, fungando a cada bombada, não acreditando, mas ficando maluco com a minha boca. Antes de ele gozar, ele me pega pelos cabelos, me deixando ainda ajoelhada, e goza em meu rosto, porra grossa e em grande quantidade.

Limpo com os dedos e mando tudo para a boca, aprecio e dou um sorriso. Ele me dá um guardanapo para limpar

  • Agora pode ir, preciso fechar o bar

Recusando o meu dinheiro, me dispensa e vou.

Me senti até melhor, pronta para dormir na pousada.

Melhor fossa que já tive.