Cebolas

As vezes deixamos de lado o nosso jeito de louca e damos espaço ao nosso lado carente.

Sempre temos aquele amigo que cai como uma luva e nos supre de atenção e cuidado.

Hoje, na poltrona da minha psicanalista, lembrei dele com muita emoção.

Foi um dia agitado, estava o nervosismo a flor da pele, gerente cobrando metas impossíveis de serem atingidas num prazo curtíssimo, cabeça fritando.

Marcelo, sempre foi meu companheiro, meu ursão que recorro nos momentos de socorro.

Nesta noite apareço desconsolada, exausta, sem vontade de voltar para casa, apenas buscando refúgio.

Sento no banco alto no meio da ilha da cozinha e assisto ele separar os ingredientes para cortar e cozinhar.

Ele sempre pegava os alimentos com cuidado, não só com a comida, mas por mim.

Acompanhada com um copo de Martini, sua bebida favorita, ele ouvia os meus lamentos.

O cheiro estava bom, curiosa, fui mais para perto da bancada, e observei mais de perto como preparava e cozinhava com técnicas brutas.

Era lombo com legumes, mistura esquisita, mas o cheiro estava delicioso, que até me fez esquecer um pouco dos meus problemas. Sento na bancada de granito, só para ver mais de perto.

Eu já sem sapatos, saia longa, e blusa  agarrada ao meu corpo.

Cortando uma cebola ao meio, me impressiona a precisão e também a agilidade do corte, em rodelas, que passa numa mistura de ervas na frigideira, com manteiga, e volta para minha boca um pouco com o garfo, que lógico cai um pouco pra fora e com o jeito brusco acaba borrando mais o meu batom dos lábios.

Apagando o fogo da frigideira, o lombo no forno, ele volta o seu corpo grande na minha frente e tenta limpar o borrão vermelho.

Sim, alto, gordo, cabelo loiro, olhos sempre serenos que me acalmava. Um abraço era o meu refúgio, ele se encaixa perfeitamente entre minhas pernas e me beija, e nossas bocas se tornando uma faixa vermelha.

Meu corpo entra em ebulição, com agilidade ninja sua mão entra por baixo da saia e tira minha calcinha.

Temperando a minha carne interna, jogo meu corpo para trás, ignorando a cesta de frutas que havia derrubado.

Eu na bancada e a sua cabeça descendo para me chupar. Foi o gozo mais intenso que me lembro de ter dado.

Não se contendo também, volta e me olha com vontade, tirando o pau pra fora da bermuda, um pau médio, grosso do jeito que gosto, me puxando para perto, encaixando meu quadril no colo dele.

Me fodendo com paixão, coloca meus seios para fora, aquela cozinha estava pegando fogo de tão quente.

Enquanto ele me fodia, olhamos nos olhos, cada gemido dedicado a ele, estava eu sendo dele.

Foi intenso, o mundo parou, seu gozo foi o mais longo.

Nesta noite não fodi, fiz amor, e bem temperado.

A Fossa

Um dia iremos deparar com uma fossa. Seja ela pessoal ou amorosa.

Após um dia foda em uma das viagens a trabalho, ainda estava presa a uma bosta de cidade, pois estava vencida de exaustão para pegar estrada.Cidade pequena, interiorana, com uma igreja no meio e casas e bares em volta.

Escolhi um que não tinha aqueles ébrios cativos. Me permiti a beber antes de procurar uma pousada pois já estava me sentindo na pior. Entro com roupa social, blusa de ceda, alguns acessórios e ainda maquiada. Vejo que não há ninguém, apenas ouço um som de movimento atrás do balcão. Me aproximo, vejo um exemplar de um homem, com estatura alta, músculos de trabalhador, camisa de time suado, e antes de eu descreve-lo ele me atende, tirando o foco da minha viagem.

Me serve o copo, a cerveja, me deixando perdida entre meus pensamentos. Ele volta, começa a sondar de onde sou, o que faço, outra cerveja, começo a conhecer a história do bar e o motivo de ele estar lá.

A cidade começa a dormir, bares ao lado fechando, os ébrios partindo, os casais que se encontravam nos bancos da praça indo.

Até que no meio da quarta garrafa ele vai para a frente e desce umq das portas de correr:

  • Me desculpe são normas da cidade, não quero levar multas nem atrair bêbados.

Entendi com a cabeça, e ele continua a fechar a outra porta de correr, cortando a visão da rua para dentro do bar, aonde estava no balcão. Terminei a garrafa e ele vai para o outro lado do balcão e começa a guardar as outras cervejas num outro freezer.

Com aquele ar de impaciência, ele bufava enquanto ele guardava as garrafas, e eu não queria ir embora, pois apenas foram 4 garrafas, sendo que meu normal são 6.

Peço mais uma, ele nega e fala que não vai me dar. Peço de novo, ele nega novamente. Antes de pedir pela terceira vez, vejo as garrafas de cachaça e licores dispostas próximo a pia, no balcão de frente a mim. Eu derrubo uma, que cai do chão, um sorriso malévolo sai da minha boca, ele me olha puto já querendo me expulsar do bar.

Derrubo outra, ele para de fazer tudo o que está fazendo, pega outra garrafa, e eu derrubo a terceira.

Ele corre até a mim, agarra meu pulso para parar, não resisto e com a outra mão, derrubo mais uma, ele tenta salvar, mas os cacos atinge sua mão e corta o dedo.

  • Aqui sua piranha, você me fez cortar o dedo
  • Calma, não amputou sua mão!
  • Ah é? Tem outra coisa que quero amputar.

Com o dedo cortado, sangrando, ele passa em meus lábios. Eu ainda estava de batom vermelho com fixador bom, o sangue se misturou com a cor, até que ele coloca em minha boca. Cubro o dedo, envolvendo a língua, mostro o que sou capaz e que poderia fazer para o drama dele.

Ele me olha e eu fixo nos olhos dele, sinal de desafio, me puxando o para perto, arrancando meus lábios com os dentes.

Com uma certa maldade, ele me pega pelos pulsos, levando até o outro lado do balcão. Vejo as garrafas caídas no chão:

  • Dá vontade de fazer você limpar tudo isso com a língua, mas não vou fazer isso com ela

Longe dos cacos, ele abre o zíper da calça, sinto seu pau teso, já duro para mim. Não era grande, mas mediano, um tanto grosso. Com uma das minhas mãos o acaricio, com a outra apoio no balcão. Olho bem fixo para ele, que me coloca de novo o dedo dentro da minha boca.

  • Quero que você faça isso com o meu pau, sua cachorra

Me forçando para baixo, eu sem escolha, ele empurra o seu pau para dentro por inteiro. Eu sentindo o cheiro do mijo, os pêlos curtos pinicando, ele fazendo amor com a minha garganta, fungando a cada bombada, não acreditando, mas ficando maluco com a minha boca. Antes de ele gozar, ele me pega pelos cabelos, me deixando ainda ajoelhada, e goza em meu rosto, porra grossa e em grande quantidade.

Limpo com os dedos e mando tudo para a boca, aprecio e dou um sorriso. Ele me dá um guardanapo para limpar

  • Agora pode ir, preciso fechar o bar

Recusando o meu dinheiro, me dispensa e vou.

Me senti até melhor, pronta para dormir na pousada.

Melhor fossa que já tive.