Ainda me lembro

Nunca sabemos quando a sacanagem nos ronda. Ser vagabunda é uma dádiva e prática quase 24horas.

Aproveitando o meu tempo livre, uma ida ao mercado para me faz lembrar o passado. No meio das berinjelas, tomates, alfaces, encontro de relance um conhecido da época de escola, formados já há quase 10 anos.

Conversando sobre o passado, indo lado a lado pelos corredores, entre as embalagens, listas mentais de compras, os assuntos, vem, surgindo.

Na época de escola, era uma adolescente reservada, com um namoro sério, portanto não convivia muito com outros colegas. Estávamos realmente nos conhecemos naquele corredor de supermercado.

Realmente, percebemos que estávamos já atraídos com alguma coisa, quase trocando os contatos, mas era desnecessário naquele momento. As mãos se encontravam na busca de produtos, até que concordamos em pegar cervejas geladas na geladeira ao lado do caixa, antes de irmos.

No estacionamento, cada um com a sua longneck na mão, ele me revela: Você não mudou nada aparentemente, não envelheceu desde a época da escola. A minha deusa interior comemorou nessa hora, durante o percurso até os nossos carros, que coincidentemente estavam há 2 carros de diferença, distantes um do outro, lado a lado.

Após o carregamento das compras nos carros, eis que ele vem até a mim. Eu na porta do passageiro, sinto ele por trás, já querendo se despedir.

Nesse dia estava vestida com um vestido de malha longo, sem suitã, só de calcinha, a cor do vestido contrastando com a minha pele clara, ele percebeu, pois ele é um pouco mais  alto que eu.

Durante um abraço bem demorado, ele propõe mais uma cerveja, que já estava acima do capô, me esperando para ser bebida. Neste momento parecíamos que estávamos a sós no estacionamento, dentre os carros, ignoramos o mundo.

A cada assunto, um falando perto um do outro, até que ele me encurrala na porta mesmo, eu sentindo o pau dele grosso, duro. É, na época do colégio não tinha isso, nem sabia da existência dele

Deixamos a porta aberta para nos isolarmos, ele me encosta no capô do carro, levantando apenas uma parte do meu vestido, me sente com os dedos, me sentindo cada parte do meu corpo pedindo por ele.

Valendo-se do risco, ele me penetrou bem forte, foram intensas, eu só tentando abafar os gemidos, respirando fundo, e ele fungando no meu pescoço.

Devido ao risco de sermos flagrados, pegos, gozamos rápidos e juntos, foi intenso, gozando pra fora, e durante o seu gozo, ele me pede: Me chame pelo meu nome.

Respondi, com a voz trêmula:  Eduardo

Já nesse instante, tivemos a visita do guarda em sua moto, pedindo para nos retirar.

Trocamos os contatos, em meio de risadas e alívio do gozo, e no fim, no meio do meu caminho, ele me responde no whats: ainda me lembro do seu.

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