A Fossa

Um dia iremos deparar com uma fossa. Seja ela pessoal ou amorosa.

Após um dia foda em uma das viagens a trabalho, ainda estava presa a uma bosta de cidade, pois estava vencida de exaustão para pegar estrada.Cidade pequena, interiorana, com uma igreja no meio e casas e bares em volta.

Escolhi um que não tinha aqueles ébrios cativos. Me permiti a beber antes de procurar uma pousada pois já estava me sentindo na pior. Entro com roupa social, blusa de ceda, alguns acessórios e ainda maquiada. Vejo que não há ninguém, apenas ouço um som de movimento atrás do balcão. Me aproximo, vejo um exemplar de um homem, com estatura alta, músculos de trabalhador, camisa de time suado, e antes de eu descreve-lo ele me atende, tirando o foco da minha viagem.

Me serve o copo, a cerveja, me deixando perdida entre meus pensamentos. Ele volta, começa a sondar de onde sou, o que faço, outra cerveja, começo a conhecer a história do bar e o motivo de ele estar lá.

A cidade começa a dormir, bares ao lado fechando, os ébrios partindo, os casais que se encontravam nos bancos da praça indo.

Até que no meio da quarta garrafa ele vai para a frente e desce umq das portas de correr:

  • Me desculpe são normas da cidade, não quero levar multas nem atrair bêbados.

Entendi com a cabeça, e ele continua a fechar a outra porta de correr, cortando a visão da rua para dentro do bar, aonde estava no balcão. Terminei a garrafa e ele vai para o outro lado do balcão e começa a guardar as outras cervejas num outro freezer.

Com aquele ar de impaciência, ele bufava enquanto ele guardava as garrafas, e eu não queria ir embora, pois apenas foram 4 garrafas, sendo que meu normal são 6.

Peço mais uma, ele nega e fala que não vai me dar. Peço de novo, ele nega novamente. Antes de pedir pela terceira vez, vejo as garrafas de cachaça e licores dispostas próximo a pia, no balcão de frente a mim. Eu derrubo uma, que cai do chão, um sorriso malévolo sai da minha boca, ele me olha puto já querendo me expulsar do bar.

Derrubo outra, ele para de fazer tudo o que está fazendo, pega outra garrafa, e eu derrubo a terceira.

Ele corre até a mim, agarra meu pulso para parar, não resisto e com a outra mão, derrubo mais uma, ele tenta salvar, mas os cacos atinge sua mão e corta o dedo.

  • Aqui sua piranha, você me fez cortar o dedo
  • Calma, não amputou sua mão!
  • Ah é? Tem outra coisa que quero amputar.

Com o dedo cortado, sangrando, ele passa em meus lábios. Eu ainda estava de batom vermelho com fixador bom, o sangue se misturou com a cor, até que ele coloca em minha boca. Cubro o dedo, envolvendo a língua, mostro o que sou capaz e que poderia fazer para o drama dele.

Ele me olha e eu fixo nos olhos dele, sinal de desafio, me puxando o para perto, arrancando meus lábios com os dentes.

Com uma certa maldade, ele me pega pelos pulsos, levando até o outro lado do balcão. Vejo as garrafas caídas no chão:

  • Dá vontade de fazer você limpar tudo isso com a língua, mas não vou fazer isso com ela

Longe dos cacos, ele abre o zíper da calça, sinto seu pau teso, já duro para mim. Não era grande, mas mediano, um tanto grosso. Com uma das minhas mãos o acaricio, com a outra apoio no balcão. Olho bem fixo para ele, que me coloca de novo o dedo dentro da minha boca.

  • Quero que você faça isso com o meu pau, sua cachorra

Me forçando para baixo, eu sem escolha, ele empurra o seu pau para dentro por inteiro. Eu sentindo o cheiro do mijo, os pêlos curtos pinicando, ele fazendo amor com a minha garganta, fungando a cada bombada, não acreditando, mas ficando maluco com a minha boca. Antes de ele gozar, ele me pega pelos cabelos, me deixando ainda ajoelhada, e goza em meu rosto, porra grossa e em grande quantidade.

Limpo com os dedos e mando tudo para a boca, aprecio e dou um sorriso. Ele me dá um guardanapo para limpar

  • Agora pode ir, preciso fechar o bar

Recusando o meu dinheiro, me dispensa e vou.

Me senti até melhor, pronta para dormir na pousada.

Melhor fossa que já tive.

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