Uma Batidinha

Era apenas um dia comum, sexta-feira, 18h, trânsito infernal, aquele congestionamento gostoso, muitos pais saindo do trabalho buscando os filhos, muitos filhos indo para as faculdades, coisa do cotidiano, eu lá no meio, querendo que o sol saísse da minha cara e chegar logo na minha cama.

A fila começa a andar e dou a seta e me direciono a minha direita, vou para a pista. Trânsito fluindo normalmente, até que acontece um engavetamento, eu sou uma das últimas a bater no carro do meio. O primeiro carro, causador do engavetamento, sai em disparado. Eu com o carro desligado, penso logo sair para saber o tamanho da colisão, até que um braço sai da janela do carro da frente e indica para subir a uma rua sem movimento logo acima. Muita calma nesta hora, pensei, e ligo o carro e sigo ele.

Rua sem movimento, pois rua morta, nem sabia que tinha esta rua neste trajeto. Sol já se pondo, no inverno fica lindo, rosado e laranja as nuvens. Saio do carro e ele também. Homem de estatura comum, 5 cm maior que eu de salto, pele morena, queimado de sol, mãos quadradas, cabelos grisalhos e barba por fazer.

Não sei o que disparou neste homem, um momento de fúria, já veio gritando: Você é uma vadia desatenta, não viu a minha lanterna de freio?

Eu tensa, com medo, solto: Tenho seguro, vamos conversar, vou pegar o telefone, espera um momento.

Ele me observa eu abrir a porta do carro para pegar o celular, vai por trás de mim, e me puxa pelos cabelos, com sussurro fala: que seguro o quê, vamos resolver aqui e agora.

Neste dia em especial, estava com uma saia longa e uma blusa fácil de tirar, e por baixo, sem calcinha. Ele me segura pelos cabelos, com a porta aberta, me direciona até o capô do carro, e me levanta a saia. Nesta hora nem me preocupei com nada, pois uma mistura de pavor e tesão me invade, paraliso, e sinto o pau dele me penetrando, ele me segurando forte no quadril, fazendo até aquele barulho de corpo batendo com corpo.

Eu sentindo cada vez mais chegando no meu orgasmo, ele me fodendo como nunca sido fodida antes, ele segura a minha boca e puxa meus cabelos, sua barba arranha o meu rosto, ele muda o buraco. Meu cuzinho, entrando quase a seco, eu gozando, esquecendo a dor, me segurando, um gemido abafado por sua mão, a outra desce em direção a minha blusa, por baixo tira o meu seio direito do sutiã, me puxando os bicos, até que sinto o pau dele saindo, e gozando em minha bunda, aquela porra escorrendo na minha bunda, me dando palmadinhas na minha bunda para falar que tinha acabado, eu lá estática no capô do carro.

Após esta conversa tempestiva, fomos ver as avarias, foi apenas dois ralados nas peças plásticas de nossos carros, nada que uma cera não resolva. Não trocamos telefones, nem nomes. Foi uma das fodas inesperadas que gostei na rua.

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